Feeds:
Posts
Comentários

O que me impressiona é como a arte pode interagir com uma pessoa levando-a aos sentimentos mais sublimes.
Foi o que senti, no último sábado com a apresentação do acordionista Bruno Moritz na Baronesa Café no programa Jovens Talentos promovido pela AME.
Além de um lugar maravilhoso pelo sinergismo entre natureza e conforto, um clima agradabilíssimo, o que me impressionou, foi observar a disciplina e dedicação do artista.
Bruno, o jovem talento em questão, deixou todos os presentes (creio eu) admirados por tamanha simpatia e especialmente pelo enorme talento e profissionalismo.
Eu pessoalmente, “viajei” pelas casas de tango da Argentina durante sua belíssima apresentação de algumas obras de Astor Piazzolla.
Parabéns pela apresentação, ao repertório escolhido e especialmente a AME por nos proporcionar momentos como estes.

Kassima Timoni Góes Campanha

Fabio Lima durante apresentação no programa Jovens Talentos da AMECampos

Fabio Lima durante apresentação no programa Jovens Talentos da AMECampos

Gostei muito do talento do Fabio Lima e achei suas interpretações emocionantes. Ele mostra uma sensibilidade enorme e talento técnico extraordinário. Achei que a demora em iniciar o recital foi um pouco desanimador, pois tinha outros compromissos com a família e quase desisti, mas fico muito feliz que foi possível curtir o evento.

É lógico que seus colaboradores fizeram boas apresentações para explicar o projeto Jovens Talentos, entre outros e fiquei muito interessada em saber mais ao respeito dos programas de leitura / literatura / biblioteca, pois estava sem material para anotar detalhes no momento do discurso ao respeito, nem lembro o nome do prof. que falou.

Ainda acho que seria muito proveitoso divulgar os eventos “Jovens Talentos” via e-mail aos associados de AMECampos. Além de ser uma forma econômica de divulgar, existe a possibilidade dos associados re-passar informação facilmente para amigos, parentes, e outros interessados que talvez tenham menos vínculo com Campos do Jordão, mas possam ainda se interessar pelos programas oportunamente.

Janet Ortega
São Paulo

Atualmente eu curso o quarto ano do conservatorio Estatal N.A. Rimski Korsakov, em Sao Petersburgo, Russia.A carga horaria do conservatorio e muito puxada, neste ano, alem de minha especilidade , o Piano, tenho aulas de Pratica de Acompanhameno, Musica de Camara,Historia Russa, Historia do piano e da performance pianistica, Historia da Musica Russa, Lingua Russa,Metodica, Pratica Pedagogica.Em todas estas materias tenho que passar por exames.
Procuro viver de modo a interagir com a cultura, nao so musical, mas tambem do modo de vida russo,entendendo e respeitando a cultura russa.A cidade de Sao Petersburgo e uma cidade com um clima muito dificil, ja estamos em meados de abril e ainda perto de zeros graus. Aqui se valoriza muito o conhecimento o aprendizado, da ciencia de como fazer cada som, tocar cada not,a mistificacoes de genios ou super talentos e uma coisa rara aqui,aqui tem se o entendimento de igualdade das pessoas, talvez por algum resquicio ainda da epoca do comunismo, nao sei .Os professores aqui exigem muito, ate que alguma musica seja considerada em um nivel razoavelmente bom, se vai muito trabalho.Por um lado e muito bom, mas por outro e muito dificil, pois isso pode limitar a individualidade de criatividade e a autoconfianca de cada pessoa.
Eu me sinto bem aqui,acho muito interessante poder viver uma experiencia tao grande e emocionante como esta, claro que e tudo muito dificil e pesado, mas justamente por isso dizem que Sao Petersburgo e uma cidade que produz grandes Genios,como o escritor Dostoevski, e o compositor Prokofiev.Aqui em meio a tantas dificuldades aprendi que as vezes a felicidade e alegria podem ser encontradas em coisas minimas ou despercebidas no dia a dia , como um simples raio de sol.

Fernando Calixto

Fabio Lima e sua namorada Ingrid

Fabio Lima e sua namorada Ingrid

Fábio Lima é um músico decidido, comunicativo e maduro. Aos 27 anos de idade ele mora mais tempo em São Paulo do que no Paraná onde vivem seus pais. Ele na verdade mora com sua namorada, Ingrid, que junto com ele forma um par de jovens que causam impacto pela sua beleza e inteligência. Tudo isso se percebe muito antes que Fabio toque um acorde no violão e dá ao espectador a certeza de que algo de especial vai acontecer quando o músico iniciar sua execução.

Infelizmente a execução propriamente dita demorou 50 minutos para começar depois do início marcado para o recital na charmosa e histórica igreja Nossa Senhora da Saúde em Jaguaribe. A culpa foi do carro do taxista que foi buscar o Fabio no Haras Polana – ele quebrou no caminho. Depois do fusca do caseiro do Haras Polana – a bateria não funcionou. E um pouco pela desorganização da jovem equipe que toca o programa Jovens Talentos na AMECampos que se perdeu no meio da confusão e não havia previsto como resolver imprevistos…  Mas é para esse tipo de experiência mesmo que serve o projeto – dar exposição e experiência para talentos da música e da administração cultural.

Fabio Lima na Igreja Nossa Senhora da Saúde

Fabio Lima na Igreja Nossa Senhora da Saúde

O violão é um instrumento masculino e ibérico por definição. Seu som lembra os peitos estufados dos toureiros, a aridez do sul da Espanha, a presença do eco muçulmano na cultura ibérica. Fabio expressa muito bem o orgulho, a precisão, a coragem que o instrumento exige. Começou com Bach (BWV 997), numa introdução relativamente simples, quase um aquecimento para as ousadias que seguiriam. Talvez seu Bach pudesse ser mais sensível e doce. Mas eu acho que sua cabeça já estava nos temas pagãos de Torroba, Segovia, Mallats e Rodrigo que seguiriam. Fabio dominou o repertório com segurança exemplar, sempre explicando cada obra com cuidado para uma platéia que infelizmente não era de um número à altura do espetáculo e que também era quase a metade da média dos últimos recitais. Dado o ambiente único, em especial a presença do músico ao pé do altar, com um impactante afresco sacro de Camargo Freire ao fundo, isso foi uma perda para os ausentes.

Para mim o momento alto do recital foi a obra derradeira, A L’aube du Dernier Jour de F. Kleynjans, que pessoalmente não conhecia. É uma peça descritiva, envolvendo os últimos momentos de um homem condenado à morte. Ele na cela. O sino que toca no alvorecer. Passos. Chaves. Passos. Execução. Fabio dominou a obra com carisma. Ela é cheia de ousadias como batidas na caixa do violão e outras graças que podem dar errado ou soar vulgares. Mas o que nós ouvimos foi um relato musical comovente, muito complexo tecnicamente e perfeitamente executado. Foi quando entendemos que Fabio Lima é um músico excepcional. Vindo de um passado de repertório popular, autodidata por muito tempo, hoje é um violonista que honra a tradição brasileira de grandes mestres no instrumento. Em especial honra seu mestre, Fabio Zanon, que o adotou no pequeno grupo de alunos que instrui particularmente. Pensando bem foi uma tarde de música que acho que para ser bem compreendida requer que se conheça Fabio Lima, Ingrid (sua namorada) e Fabio Zanon. Um trio que reverbera honestidade, dedicação, orgulho e otimismo. Daí a qualidade superlativa do recital.

Paulo Bilyk

Sábado às 17h00, a AMECampos nos proporcionou um fim de tarde privilegiada. Com os sons de um piano maravilhoso e bem tocado. Como foi esclarecido antes do recital, o jovem pianista é iniciante, Alfredo Abbati tem boa técnica soube conduzir bem seu repertório.

Só notei que precisa dar um pouco mais de “peso” a Schubert, é um romantismo preciso, e as notas são bem “pesadas” sem serem grosseiras.
Com mais um pouco de estudo e apresentações ele logo dominará sua timidez diante de uma platéia. Parabéns!!! Sucesso!!!

O ambiente do La Villette é propício a arte, e com a gentileza habitual, nos brindaram com delícias e sofisticação.

Enfim, como sempre nossas tardes são mais felizes com os programas da AMECampos.

Esperarei com ansiedade o terceiro sabado do mês de abril, maio, junho…

Obrigada.

Confira aqui as fotos do recital de Alfredo Abbati.

Ouça Alfredo Abbati tocando Bach, Scriabatiin no podcast da Rio Bravo.

Desde a entrada, mostrou-se calmo, seguro, confiante, à vontade. Tocou com muita elegância e garra. Toque firme, técnica apurada, rapidez. Não descurou dos pedais e imprimia às peças o colorido adequado.
Gostei do programa e achei interessante a explicação que o pianista deu sobre as razões da escolha e da seqüência das peças musicais.
E foi ótimo ter contato com a música do compositor brasileiro, Leopoldo Miguez que, até então, desconhecia”.

Obrigada Luiz Guilherme

Bravo!

M.J. A

Veja aqui as fotos do Recital de Luiz Guilherme de Godoy

Dia 31 de Janeiro se apresentou a talentosa Silvia Molan, de 19 anos, no Hotel Frontenac, em Campos.
Foi uma tarde muito agradável, com o salão repleto de associados, amigos e pessoas que estavam na cidade naquele fim de semana.
A Silvia deixou o público bastante impressionado com sua musicalidade e delicadeza ao piano, que por sua vez não cooperava para uma interpretação clara e sentimental. Ou seja, pode-se dizer que ela tirou leite de pedra.
Dentre as peças que ela tocou, as que mais deram campo para que ela mostrasse sua musicalidade foram:
Impressões seresteiras, de H. Villa Lobos. Pra quem perdeu, tem vídeos dela tocando no youtube:

Ela mostrou muito talento também ao tocar o Noturno Op.27 Nº2, de Chopin.:

Tocou também uma sonata de Beethoven e “Papillon” de R. Schumann.
Esperamos que ela retorne ao nosso programa em breve, e que a recebamos com um ambiente onde ela possa mostrar seu talento ainda mais claramente.
Muito obrigado!
 
Davi Ramos

Veja aqui as fotos do Recital de Silvia Molan

“Sim nós Podemos” maestro

15 jan 2009/NEW YORK
The Economista – Edição Impressa

O jovem maestro venezuelano se aquece para a sua mudança para Los Angeles

Condutores convidados à Orquestra Filarmônica de Nova Iorque não estão normalmente autorizados a utilizar Leonard Bernstein’s Bastões. Gustavo Dudamel é um dos poucos. Existem semelhanças entre os apaixonados, a música intuitiva da Filarmônica mais famoso diretor musical e Senhor Dudamel, que se torna diretor musical da Filarmônica de Los Angeles na próxima temporada. Mas talvez de maior importância é a visão que a 27 anos, o venezuelano Bernstein que compartilha com as artes, são um meio de melhorar a sociedade.

Senhor Dudamel, que está de volta, em Nova York este mês conduz Gustav Mahler’s Symphony No. 5, que ele tenha feito algo de uma assinatura peça, é um produto de qualidade no sistema. O tão louvado venezuelano rede de Orquestras Jovens, fundada por José Antonio Abreu, em 1975, fornece gratuitamente instrumentos e aulas para crianças e adolescentes, muitos dos bairros desfavorecidos, que poderia ser tentado pelas drogas e pequenos delitos.

O sucesso do Senhor Dudamel e seu sistema inspiraram o recente lançamento da Orquestra Juvenil LA (Yola), que também visa ajudar as crianças desfavorecidas. Senhor Dudamel LA Filarmônica tem esperança de expandir o programa em toda a área metropolitana, seguindo o exemplo do sistema venezuelano, que engloba centenas de conjuntos.

Estas incluem a Orquestra Juvenil Simón Bolívar, que o senhor deputado Dudamel tem conduzido desde 1999 e com a qual lançou várias vibrantes gravações na Deutsche Grammophon rótulo, incluindo a quinta sinfonias de Beethoven e Mahler. Em 2007, os jovens músicos impressionaram os críticos e as audiências com as suas performances polido de Beethoven e Berlioz. Eles don ned casacos blasonadas com bandeira da Venezuela para a exuberante extradições de obras latino-americanas e pulou de seus assentos e seus instrumentos, tocando peças de Bernstein’s “West Side Story”. Como o senhor Dudamel diz, “O sangue latino é como champanhe. Há sempre movimento. As pessoas dizem que venezuelanos são loucos e nós estamos. É a nossa alma. Estou muito orgulhoso por isso.”

Senhor Dudamel, que inicialmente treinado como um violinista, queria se tornar um condutor com a idade de quatro anos, depois de assistir um concerto em que seu pai, um profissional trombones, realizava. Ele primeiro atraiu a atenção internacional quando ele ganhou o 2004 Gustav Mahler Concorrência Internacional Conduzindo em Bamberg, na Alemanha. Esa-Pekka Salonen, o LA Filarmônica da música atual diretor, estava no júri e disse Deborah Borda, a orquestra do presidente, sobre o Sr. Dudamel do prodigioso talento. Ela recorda observá-lo rehearse Mahler da quinta sinfonia com a orquestra do La Scala, em Milão. Eles inicialmente pareceram “como uma banda militar italiana tocando Mahler”, diz ela. Mas depois de algumas horas com o Sr. Dudamel, cujo ensaio estilo ela descreve como “educado, produtivo e otimista”, o conjunto começou a soar mais como Filarmônica de Viena.

Steven Witser, principal trombones da Filarmônica LA, aprecia como deputado Dudamel “blendas energia juvenil e exuberância com pensamentos e fazendo música séria”. Muitos condutores são “grandes personalidades”, acrescenta, “mas Gustavo tem uma inocência sobre ele.” Uma recepção calorosa aguarda Senhor Dudamel também fora do Concert Hall. O Los Angeles Lakers deu-lhe uma camisa decorada com seu nome.

Um idealista nos moldes Bernstein, o maestro de cabelo encaracolado energético acredita que o Estado deve oferecer a cada criança uma educação musical na América, tal como acontece na Venezuela. “Temos que educar sociedade. Com música ou artes, que tem de ser proveniente do estado. Isto virá, tenho certeza “, diz ele com o otimismo de quem ainda não tenha vivido em um país de baixo custo, sem os cuidados de saúde, muito menos livre violinos. “Quando você muda a vida de um garoto, você muda a vida da família completa. Quando você estiver em frente a estes miúdos, você perceberá que é muito importante não só para o futuro da música clássica, mas sim para o futuro do mundo. “A” Yes We Can “maestro verdade.

Neste último dia 29, tive a oportunidade em ouvir a grande pianista italiana Glória Campaner, onde marcou a todos que estavam presente na igreja São Benedito em Campos Do Jordão.
Glória mostrou a todos, que com seu talento e sua técnica muito bem compreendidos, é capaz de tirar o som mais bonito ao executar uma peça, neste caso, peças que exigem muito do pianista, e também peças, que devem ser interpretadas com muita responsabilidade, pois mal interpretadas ficara difícil para o ouvinte entender o que está ouvindo. Isto foi o que mais me surpreendeu em ouvi-la, e também o fato de estar livre dentro da música, sem se preocupar com nada, apenas em fazer o que gosta.

Lucas Thomazinho

Campos do Jordão, 20.9.2008

Com indubitável prazer tivemos a oportunidade de assistir, dentro do programa “Jovens Talentos”, o duo violoncelo e piano formado por dois jovens artistas: Camila Durães e Flavio Lago.
Camila iniciada no piano, aos 16 anos optou pelas cordas desenvolvendo seus estudos com violoncelo. Aprofunda seus conhecimentos musicais atualmente como estudante universitária da ECA-USP.
Flávio, jovem pianista paulista e aluno universitário da UNESP de Composição e Regência, foi bolsista da Fundação Magda Tagliaferro tendo já ganho algumas premiações em concursos como Art Livre, Souza lima, etc.
Embora tocando juntos há pouco tempo, nota-se nesse duo o perfeito ajuste dos dois instrumentos, que se complementam em um diálogo perfeito entre eles sem a dominância quer de um quer do outro. As leituras de todas as peças apresentadas nunca foram superficiais, mostrando, os instrumentistas, não apenas um preparo técnico, mas também uma preocupação no conhecimento da situação histórico-temporal das obras.
No recital tivemos três compositores dois românticos, um deles Robert Schumann, tido juntamente com Mendelsohn-Bartoldi, Chopin e Liszt como um dos quatro principais precursores do movimento romântico da música ocidental. O outro, Edvard Grieg, foi o maior compositor romântico dos países nórdicos. O terceiro autor retratado tratava-se de um contemporâneo latino-americano não menos importante, Astor Piazzolla.
Edvard Hagerup Grieg (Bergen, 15 de Junho de 1843 – Bergen, 4 de Setembro de 1907) é o mais célebre compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a suíte sinfónica Holberg, o concerto para piano e a suíte Peer Gynt. A sonata para violoncelo e piano opus 36 está entre suas principais obras para concerto de câmara.

Robert Alexander Schumann nasceu em 8 de junho de 1810 na cidade de Zwickau, Saxônia, Alemanha, filho de um livreiro, August Schumann e Johanna Schumann. Ao redor de  1826, viajou até Leipzig para matricular-se na faculdade de Direito que mais tarde, em Heidelberg, retomou o estudo das leis, inscrevendo-se na cátedra de Justus Thibaut. Os ensinamentos deste grande filósofo direcionaram-no para a música, sua verdadeira paixão. Em 1830 transfere-se para Leipzig para estudar exclusivamente à música com Friedrich Wieck . Na casa de Wieck, Schumann descobriu um outro grande amor além do piano, Clara Wieck. Esta foi sua maior fonte de inspiração. Em 1840 casa-se com Clara e em 1849 compõe Fantasiestücke inicialmente para Piano e Clarinete, posteriormente transcrito para Violino ou Violoncelo, Opus 73.
Ástor Pantaleón Piazzolla  nacido em Mar Del Plata em 11 de março de 1921 e falecido em  Buenos Aires à 4 de julho de 1992, foi um dos maiores bandeonista e compositor argentino do século XX. Ele viveu muito tempo nos Estados Unidos sofrendo forte influência jazzística. Aos 16 anos volta a sua terra natal. Estudou com um dos maiores compositores eruditos argentinos, Alberto Ginastera e entre 1954 e 1955 composição com Nadia Boulanger em Paris.

« Artigos mais recentes - Mensagens Antigas »