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A melhor maneira de descrevermos a apresentação da OSESP, ontem na abertura da 40ª. Edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão, são justamente essas duas palavra que compõem o título dessa crítica. SENSACIONAL! BRAVO!

A orquestra sob regência de Victor Pablo Pérez (Regente Internacional, diretor musical da Sinfônica da Galícia), deu um verdadeiro show desde o Hino da França tocado ao inicio da apresentação justamente pela França ser o tema dessa edição do Festival até o conhecidíssimo Bolero de Ravel que nos arrepiou no encerramento do concerto.

A participação da soprano Maria Bayo (1º. Premio no concurso internacional de Belvedere em Viena com 10 mensões honrosas) foi FABULOSA, a precisão no canto e os agudos sem igual. Foi de arrepiar!

No programa composições de Georges Bizet, Joseph Canteloube, Leo Delibes, Maurice Ravel.

Ao final nada mais poderíamos esperar se não os mais de 5 minutos de aplausos em pé da platéia que lotava as dependências do Auditório Cláudio Santoro, principal palco do Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Na platéia marcavam presença importantes autoridades como o Gov. José Serra o Séc. da Cultura João Sayad e o cônsul da França no Brasil Jean-Marc Gravier além da prefeita de Campos do Jordão Ana Cristina.

Ricardo Gonçalves

Não saberia dizer se faz parte do propósito de uma crítica ser impessoal, já que normalmente ela é feita por alguém que possui um poder de julgamento baseado em uma opinião própria. Digo isto pelo fato de já conhecer o pianista Ronaldo Rolim há um bom tempo e, sendo assim, ao falar de seu último recital na Série Jovens Talentos, promovida pela AME Campos, seria impossível não considerar o que tenho em minha memória desde que o conheço.

Eu não o escutava desde a sua ida para o exterior, onde estuda desde então, o que me fez ter uma grande surpresa ao ouvi-lo. É indiscutível a sua evolução… um estudo focado e um lugar com boas estruturas com certeza ajudam muito, mas sinto que isto está muito mais relacionado a um crescimento pessoal natural, refletindo claramente em uma maturidade musical muito mais consciente. Aliás, acho que a palavra seria exatamente esta: CONSCIÊNCIA! Ronaldo tinha plena consciência do que queria fazer em cada uma das obras, mostrando muito mais auto-controle do que a última vez que eu o ouvi.

A escolha do repertório, em geral, refletiu muito bem a personalidade do Ronaldo. Na primeira parte, por exemplo, tivemos o Rachmaninov, que se encaixou muito bem com a energia e até força física presentes no Ronaldo, mas foi na segunda parte que as grandes surpresas vieram à tona. Tenho certeza que todos ficaram impressionados com a qualidade musical presente em cada uma das obras. Ronaldo apresentou no Cesar Franck, no Debussy e no Villa-Lobos interpretações dignas de muito respeito! Maturidade, qualidade sonora e técnica, consciência e auto-controle… via-se um trabalho de extrema consistência ao longo de cada uma das música.

Foi uma pena termos tido, desta vez, um número tão baixo de expectadores, talvez pela confusão na divulgação do lugar do concerto, pois quem esteve pôde presenciar um recital, como eu disse antes, digno de extremo respeito por parte de todos nós!

Flávio Lago

Veja aqui as fotos do Recital

Lucas Thomazinho em apresentação do Programa Jovens Talentos da AMECampos

Lucas Thomazinho em apresentação do Programa Jovens Talentos da AMECampos

O paulista Lucas Thomazinho, de 14 anos, venceu o quinto turno do 11º Concurso Internacional de Piano Magda Tagliaferro 2009, na categoria infanto-juvenil. Por unanimidade do júri, o desempenho de Lucas foi considerado “deslumbrante”. Cerca de 40 candidatos de até 16 anos se inscreveram no concurso, dividido em turnos de acordo com a faixa etária.

O segundo lugar do quinto turno (de 14 a 16 anos) ficou com Airã Yiamanaka e o terceiro, com Jonhson de Oliveira. Os vencedores receberam medalhas, diplomas e um prêmio em dinheiro. Todas as composições foram executadas de memória por exigência do regulamento do concurso.

Lucas Thomazinho se apresentou no Programa Jovens Talentos realizado pela AMECampos – Associação dos Amigos de Campos do Jordão em outubro de 2008.

Preciso relatar a vocês leitores do Blog da Magda um pouco de minha nova experiência profissional. Aqui onde estou trabalhando – no Auditorio Claudio Santoro — tudo é perfeito !  A energia deste lugar é incrível, mal consigo escrever o que estou sentindo. Só sei que é mágico, o jardim no entorno do prédio é um pedaço do paraiso o céu esses dias está incrivelmente azul e as araucarias estão repletas de pinhão.  Encontrei até com a parentada do Joca (o nosso esquilo preferido). Aqui a minha mente viaja pro infinito diante de tanta beleza, inacreditavel a emoção que invade a alma, chego a sair de mim e encontrar com o meu eu verdadeiro.  Isso é muito louco… Nunca tinha acontecido antes….louco, louco….lá bem distante…. dá para ouvir uma musica suave, realmente é exuberante este lugar.  E o Festoval de Inverno nem começou.

Fabio Martino
Fabio Martino

Morar numa cidade com 250 mil habitantes realmente é um privilégio para poucos. A começar pela dificuldade em se arrumar um lugar para viver! Assim como muitas cidades européias, Karlsruhe também possui muita gente e pouco espaço. São inúmeras as Universidades que aqui existem, e juntamente com elas, a quantidade de estudantes, alemães ou estrangeiros, que precisam de uma moradia. Isso faz com que o custo do aluguel aumente e o tamanho do apartamento “diminua”!
Porém, começar um texto falando mal do lugar aonde vivo, não é o meu objetivo. Aliás, pelo contrário, a “pequena” cidade de Karlsruhe possui uma infra-estrutura que muita cidade grande no Brasil nem sonha em ter. São muitas linhas de bonde que nos leva para onde quisermos, ciclovia ao longo da cidade toda, que por ser na sua maioria plana, nos propicia sempre um agradável passeio de bicicleta, parques e muita área verde.
Inúmeras são também as programações culturais incluindo espetáculos de ballet, ópera, concertos com orquestra, concertos com música de câmara e recitais solo. E não poderíamos deixar de citar a Universidade de Música, abrigada num castelo do período barroco, que com seu charme e simpatia, nem se compara a Universidades de grandes centros como Frankfurt e Stuttgart.
Karlsruhe foi praticamente toda destruída ao longo das duas Grandes Guerras Mundiais que existiram. Pouco permaneceu intacto. Talvez uma casa ou outra, que nos dá a idéia de como eram as construções de época. O próprio castelo, sede da Universidade, foi bombardeado mais de uma vez, e no período de reitoria da Prof. Fany Solter, conseguiu-se que o governo investisse em sua reconstrução de forma fiel ao que era. A única parte original que restou é o que está por debaixo da terra, local da cantina hoje. É claro que no projeto premiado de arquitetura, foram feitas as devidas instalações para se abrigar então uma escola de música. Trata-se de auditórios, salas isoladas acusticamente, uma biblioteca incrível, entre outros mimos…
Mas não posso apenas falar do que é estético e salta aos olhos assim que se chega aqui em Karlsruhe. Aliás, isso é o menos importante. Bastaria ter um bom piano e um excelente professor que poderíamos ter aula então no jardim… Mas eles nós temos também! É então que surge aquilo que salta aos ouvidos: qualidade musical! Dispomos sempre de dois pianos de cauda por sala (paraíso?) e de professores qualificados e dispostos a nos ajudar. De que forma? Nos mostrando, através daquilo que apresentamos, um caminho talvez mais coerente, sensato, uma sonoridade melhor, um dedilhado mais apropriado, enfim, escolhas que farão a diferença no resultado final.
Aliás, esse é realmente um detalhe importante: ninguém é dono de nenhuma interpretação correta ou errada. Ora, estamos numa universidade, coerente é que nos façam pensar! É por isso que curiosamente ouve-se milhares de estudantes tocando os mesmo estudos de Chopin, ou Baladas, ou sonatas de Beethoven, enfim, digamos, repertório básico, porém cada um no seu jeito, temperamento e coerência. Desde que ela exista e o ouvinte acredite que aquilo seja verdade, a música está correta! Muito fácil a teoria, difícil é a prática!
Prática… Muito repertório para estudar… Oito horas diárias de estudo por dia… Ensaios… Aulas teóricas… Provas… Tudo isso faz parte da realidade de um estudante universitário por aqui… A carga é puxada e os professores exigem muito também. Existe sempre a preocupação de se buscar fazer o melhor… A perfeição! Mas nada se compara ao sentimento de subir no palco, esquecer de tudo isso e “passar o seu recado”, qualquer que seja ele… E como recompensa, saber que você conseguiu emocionar algumas dezenas de pessoas que dispuseram de seu tempo para ouvir alguma música…

Fabio Martino durante apresentação no Programa Jovens Talentos Fabio Martino durante apresentação no Programa Jovens Talentos

 

O que me impressiona é como a arte pode interagir com uma pessoa levando-a aos sentimentos mais sublimes.
Foi o que senti, no último sábado com a apresentação do acordionista Bruno Moritz na Baronesa Café no programa Jovens Talentos promovido pela AME.
Além de um lugar maravilhoso pelo sinergismo entre natureza e conforto, um clima agradabilíssimo, o que me impressionou, foi observar a disciplina e dedicação do artista.
Bruno, o jovem talento em questão, deixou todos os presentes (creio eu) admirados por tamanha simpatia e especialmente pelo enorme talento e profissionalismo.
Eu pessoalmente, “viajei” pelas casas de tango da Argentina durante sua belíssima apresentação de algumas obras de Astor Piazzolla.
Parabéns pela apresentação, ao repertório escolhido e especialmente a AME por nos proporcionar momentos como estes.

Kassima Timoni Góes Campanha

Fabio Lima durante apresentação no programa Jovens Talentos da AMECampos

Fabio Lima durante apresentação no programa Jovens Talentos da AMECampos

Gostei muito do talento do Fabio Lima e achei suas interpretações emocionantes. Ele mostra uma sensibilidade enorme e talento técnico extraordinário. Achei que a demora em iniciar o recital foi um pouco desanimador, pois tinha outros compromissos com a família e quase desisti, mas fico muito feliz que foi possível curtir o evento.

É lógico que seus colaboradores fizeram boas apresentações para explicar o projeto Jovens Talentos, entre outros e fiquei muito interessada em saber mais ao respeito dos programas de leitura / literatura / biblioteca, pois estava sem material para anotar detalhes no momento do discurso ao respeito, nem lembro o nome do prof. que falou.

Ainda acho que seria muito proveitoso divulgar os eventos “Jovens Talentos” via e-mail aos associados de AMECampos. Além de ser uma forma econômica de divulgar, existe a possibilidade dos associados re-passar informação facilmente para amigos, parentes, e outros interessados que talvez tenham menos vínculo com Campos do Jordão, mas possam ainda se interessar pelos programas oportunamente.

Janet Ortega
São Paulo

Atualmente eu curso o quarto ano do conservatorio Estatal N.A. Rimski Korsakov, em Sao Petersburgo, Russia.A carga horaria do conservatorio e muito puxada, neste ano, alem de minha especilidade , o Piano, tenho aulas de Pratica de Acompanhameno, Musica de Camara,Historia Russa, Historia do piano e da performance pianistica, Historia da Musica Russa, Lingua Russa,Metodica, Pratica Pedagogica.Em todas estas materias tenho que passar por exames.
Procuro viver de modo a interagir com a cultura, nao so musical, mas tambem do modo de vida russo,entendendo e respeitando a cultura russa.A cidade de Sao Petersburgo e uma cidade com um clima muito dificil, ja estamos em meados de abril e ainda perto de zeros graus. Aqui se valoriza muito o conhecimento o aprendizado, da ciencia de como fazer cada som, tocar cada not,a mistificacoes de genios ou super talentos e uma coisa rara aqui,aqui tem se o entendimento de igualdade das pessoas, talvez por algum resquicio ainda da epoca do comunismo, nao sei .Os professores aqui exigem muito, ate que alguma musica seja considerada em um nivel razoavelmente bom, se vai muito trabalho.Por um lado e muito bom, mas por outro e muito dificil, pois isso pode limitar a individualidade de criatividade e a autoconfianca de cada pessoa.
Eu me sinto bem aqui,acho muito interessante poder viver uma experiencia tao grande e emocionante como esta, claro que e tudo muito dificil e pesado, mas justamente por isso dizem que Sao Petersburgo e uma cidade que produz grandes Genios,como o escritor Dostoevski, e o compositor Prokofiev.Aqui em meio a tantas dificuldades aprendi que as vezes a felicidade e alegria podem ser encontradas em coisas minimas ou despercebidas no dia a dia , como um simples raio de sol.

Fernando Calixto

Fabio Lima e sua namorada Ingrid

Fabio Lima e sua namorada Ingrid

Fábio Lima é um músico decidido, comunicativo e maduro. Aos 27 anos de idade ele mora mais tempo em São Paulo do que no Paraná onde vivem seus pais. Ele na verdade mora com sua namorada, Ingrid, que junto com ele forma um par de jovens que causam impacto pela sua beleza e inteligência. Tudo isso se percebe muito antes que Fabio toque um acorde no violão e dá ao espectador a certeza de que algo de especial vai acontecer quando o músico iniciar sua execução.

Infelizmente a execução propriamente dita demorou 50 minutos para começar depois do início marcado para o recital na charmosa e histórica igreja Nossa Senhora da Saúde em Jaguaribe. A culpa foi do carro do taxista que foi buscar o Fabio no Haras Polana – ele quebrou no caminho. Depois do fusca do caseiro do Haras Polana – a bateria não funcionou. E um pouco pela desorganização da jovem equipe que toca o programa Jovens Talentos na AMECampos que se perdeu no meio da confusão e não havia previsto como resolver imprevistos…  Mas é para esse tipo de experiência mesmo que serve o projeto – dar exposição e experiência para talentos da música e da administração cultural.

Fabio Lima na Igreja Nossa Senhora da Saúde

Fabio Lima na Igreja Nossa Senhora da Saúde

O violão é um instrumento masculino e ibérico por definição. Seu som lembra os peitos estufados dos toureiros, a aridez do sul da Espanha, a presença do eco muçulmano na cultura ibérica. Fabio expressa muito bem o orgulho, a precisão, a coragem que o instrumento exige. Começou com Bach (BWV 997), numa introdução relativamente simples, quase um aquecimento para as ousadias que seguiriam. Talvez seu Bach pudesse ser mais sensível e doce. Mas eu acho que sua cabeça já estava nos temas pagãos de Torroba, Segovia, Mallats e Rodrigo que seguiriam. Fabio dominou o repertório com segurança exemplar, sempre explicando cada obra com cuidado para uma platéia que infelizmente não era de um número à altura do espetáculo e que também era quase a metade da média dos últimos recitais. Dado o ambiente único, em especial a presença do músico ao pé do altar, com um impactante afresco sacro de Camargo Freire ao fundo, isso foi uma perda para os ausentes.

Para mim o momento alto do recital foi a obra derradeira, A L’aube du Dernier Jour de F. Kleynjans, que pessoalmente não conhecia. É uma peça descritiva, envolvendo os últimos momentos de um homem condenado à morte. Ele na cela. O sino que toca no alvorecer. Passos. Chaves. Passos. Execução. Fabio dominou a obra com carisma. Ela é cheia de ousadias como batidas na caixa do violão e outras graças que podem dar errado ou soar vulgares. Mas o que nós ouvimos foi um relato musical comovente, muito complexo tecnicamente e perfeitamente executado. Foi quando entendemos que Fabio Lima é um músico excepcional. Vindo de um passado de repertório popular, autodidata por muito tempo, hoje é um violonista que honra a tradição brasileira de grandes mestres no instrumento. Em especial honra seu mestre, Fabio Zanon, que o adotou no pequeno grupo de alunos que instrui particularmente. Pensando bem foi uma tarde de música que acho que para ser bem compreendida requer que se conheça Fabio Lima, Ingrid (sua namorada) e Fabio Zanon. Um trio que reverbera honestidade, dedicação, orgulho e otimismo. Daí a qualidade superlativa do recital.

Paulo Bilyk

Sábado às 17h00, a AMECampos nos proporcionou um fim de tarde privilegiada. Com os sons de um piano maravilhoso e bem tocado. Como foi esclarecido antes do recital, o jovem pianista é iniciante, Alfredo Abbati tem boa técnica soube conduzir bem seu repertório.

Só notei que precisa dar um pouco mais de “peso” a Schubert, é um romantismo preciso, e as notas são bem “pesadas” sem serem grosseiras.
Com mais um pouco de estudo e apresentações ele logo dominará sua timidez diante de uma platéia. Parabéns!!! Sucesso!!!

O ambiente do La Villette é propício a arte, e com a gentileza habitual, nos brindaram com delícias e sofisticação.

Enfim, como sempre nossas tardes são mais felizes com os programas da AMECampos.

Esperarei com ansiedade o terceiro sabado do mês de abril, maio, junho…

Obrigada.

Confira aqui as fotos do recital de Alfredo Abbati.

Ouça Alfredo Abbati tocando Bach, Scriabatiin no podcast da Rio Bravo.

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