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Vivi um momento mágico na apresentação desses jovens e talentosos músicos. O programa teve início com O Trio Op 11, Gassenhauer, de Beethoven que, na introversão penetrante de sua surdez, desenvolveu imensa espiritualidade e uma experiência musical única, em toda a sua obra. O brilhantismo dos músicos ao término do movimento “Allegro com brio” teve como retribuição o aplauso do público, fato incomum nesse estágio da apresentação.

“Vertical Time Study 1”, do compositor contemporâneo T. Hosokawa, é um estudo com episódios e efeitos sobrevenientes promovidos por sons inusitados alternados e sucedidos por contrastantes momentos de silêncio. Sabe-se que sons súbitos e estridentes, despertam a atenção e assustam. Sons agudos são invasivos e penetrantes, elevam a tensão. Já, os sons graves, inspiram sensação de profundidade pesarosa, contrição. A exploração desses dois extremos, nos domínios da emoção musical, afeta a mente humana e é presença marcante na obra de T. Hosokawa. Destaque-se que os efeitos percussivos não foram produzidos por instrumentos típicos, e sim, por um piano, clarinete e violoncelo, três instrumentos de sonoridade. O piano, de sons fixos e cordas percutidas, o clarinete, de sopro, e o violoncelo, um instrumento de cordas. Foi utilizando os extremos dos sons graves e agudos, entremeados pelo silêncio, que os compositores criaram ambiente sonoro para os filmes de suspense, por exemplo. Ressalve-se, mais uma vez, que a riqueza dessa sonofonia foi gerada ali por três jovens músicos, interagindo numa sincronia perfeita, sem uma regência, focados um no outro, na percepção intuitiva e competente de cada um!

“Trio d moll Op3 “, de autoria Alexander von Zemlinsky, é uma peça desconhecida do público brasileiro e que teve por parte do Trio Ponte interpretação rica e vigorosa. Alexander von Zemlinsky , violoncelista, compositor e maestro, nasceu em Viena aos 14 de outubro de 1871. Incentivado por Johannes Brahmes conseguiu publicar sua primeira obra, “Trio de Clarinetes”. Cunhado de Arnold Schoenberg, Zemlinsky foi o único professor de música que Schoenberg teve na vida. Sua reputação como compositor foi ratificada quando Gustav Mahler conduziu a estréia de sua ópera “Es war einmal”.
Apaixonou-se por sua aluna Alma Schindler mas a família da namorada impediu o casamento. Alma acabou casando com Gustav Mahler. Lecionou e trabalhou como Maestro também em Berlin de onde saiu em razão do nazismo. Em 1938 mudou-se para Nova Iorque. Faleceu de pneumonia em Larchmont em 15.03.1942.

Ame Campos, está redescobrindo os Concertos de Câmera bem como a feliz oportunidade de reiniciar o diálogo entre os artistas e o público. Essa proximidade enriquece o convívio, alimenta o conhecimento e solidifica a esperança de que tudo é possível com boa intenção e ousadia.

O pensamento cria, o desejo atrai e a fé no trabalho realiza. Parabéns!
Com particular consideração e a amizade de sempre,
Mário “Jequibau” Albanese.
www.jequibau.com.br

Veja aqui as fotos do recital.

Vitoria e Carolina Lin acompanhadas de Miriam Tawil, diretorsa de Cultura da AMECampos, após apresentação.O feriado em Campos do Jordão foi especial. Duas meninas deram um recital no feriado do dia da criança, mas quem foi presenteado fomos nós. Elas nos deram um presente inesquecível: música da melhor qualidade!

Mal alcançando o pedal, tocavam de memória todo o concerto com uma técnica perfeita.

A família presente, gravando e filmando cada gesto das meninas mostrava o estímulo carinhoso dos pais, tios e irmãos. Sentados na primeira fila vibravam e nos contagiavam.

Vitória e Carolina tocaram lindamente piano solo e quatro a mãos. O repertório muito bem escolhido emocionou!.

Foi um prazer depois poder conversar com elas e ter a surpresa de saber que estudam piano apenas uma hora por dia,e que são alfabetizados em Português e Mandarin. Falavam pouco, comunicavam muito.

Na Folha de São Paulo do domingo 11/10/2009 uma reportagem sobre o choque cultural que professores das escolas de Mandarim sofrem quando vem ao Brasil. Saem chorando das classes, sentindo-se ofendidos com a falta de respeito dos alunos. Lá as crianças temem a autoridade do professor, são disciplinadas e a palavra do mestre é ouvida. Parece que se precisam decoram a matéria, a memória é estimulada.

A cultura oriental, trouxe como resultado nessas meninas performance impecável.

Vale a pena seguir a carreira dessas duas promessas da música erudita.

Temos muito a aprender com elas.

Miriam Tawil

Fabio Lima, outro Jovem Talento AMECampos chegou a semi-finais.

O Jovem Talento Franciel Monteiro que se apresentou no mês passado no Toribinha em Campos do Jordão, acaba da faturar o primeiro lugar no Concurso Internacional de Violão em La Paz – Bolívia.

Franciel começou a tocar violão aos 10 anos de idade quando ganhou da irmã mais nova um violão. “Como não sabia tocar, arrebentei muitas cordas, e então meus pais resolveram me colocar numa escola para que eu aprendesse”. Atualmente, Franciel se declara fascinado por música clássica.

Fabio Lima, outro Jovem Talento AMECampos que se apresentou em Campos do Jordão no mês de abril chegou a semi-final.

Franciel durante apresentação no Toribinha - Campos do Jordão

Franciel durante apresentação no Toribinha - Campos do Jordão

Em um dia frio e de chuva, nada melhor do que ouvir uma boa música clássica em um lugar muito aconchegante em Campos do Jordão.

Ouvimos o jovem Franciel Monteiro , natural de São Paulo recitar uma poesia de acordes e também podemos perceber ao longo de seu recital, sua sensibilidade para a música e afinidade com o violão.

Com apenas 25 anos de idade, já possui uma grande bagagem violonistica passando pela mão dos professores mais conceituados do país como por exemplo, Prof henrique pinto atual professor da escola municipal de música.

Franciel se dedica muito ao instrumento, e mostrou para cada um de nós que assistimos o sua apresentação que faz isso com um verdadeiro amor e que é muito feliz e satisfeito por aquilo que faz, um violonista sem sombra de duvidas muito virtuoso e um músico de muita seriedade, Franciel esbanja seu talento e através do violão expressa seu amor pela música e um gosto apurado pelas músicas que nos brindou.

Parabéns ao violonista Franciel Monteiro que mostrou seu trabalho e contou um pouco de sua historia como violonista no recital dos jovens talentos promovido pela AME Campos.

Eduardo Lima.

Jonh Blanch por Davi Ramos.

Jonh Blanch

Jonh Blanch

Ouvimos do pianista John Blanch algo muito além de notas musicais, ouvimos o amor que ele tem pela música. Tão jovem, com apenas 16 anos, ele aceitou o convite para se apresentar em um programa que assim como ele, está em fase de aprendizado, mas nem por isso deixa de ser belo. Ele mostra um controle emocional muito grande ao tocar, e as explicações e visão dele sobre as obras que ele executa são muitíssimo bem expostas, e se encaixam perfeitamente ao modo como ele as interpreta. O interesse dele por se aperfeiçoar e ir além das notas é muito perceptível. Não é à toa que ele acabou de voltar de uma de suas longas viagens, estudando com profissionais respeitadíssimos, e cada vez mais maduro para representar o Brasil musicalmente. Em todas essas aventuras ele mostra muita humildade e coragem para aprender. Queremos agradecer pelo recital, e pedir seu retorno ao Jovens Talentos para que acompanhemos seu crescimento profissional e pessoal, que tende a ser brilhante!

Sábado, dia 18 de julho, Campos do Jordão, tarde chuvosa de um inverno atípico, e um calor humano intenso que tomou conta do Boulevard Market Plaza durante a belíssima apresentação do virtuose Josias.
Jovem pianista gaúcho , com excelente formação musical, vencedor de vários Concursos de piano , recitalista internacional que levou o nome do Brasil ao Canadá, Noruega e Portugal, e professor de piano na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Embora o local cedido à AME para a apresentação não fosse uma sala de concertos , era muito agradável e as pessoas que chegavam para as atividades costumeiramente desenvolvidas num local de degustação, lazer e entretenimento para todas as idades, certamente se sensibilizaram pela virtuosidade do pianista.
O programa escolhido revelou a experiência do mestre que ofereceu oportunidade para o público entrar em contato com vários estilos: a modernidade e o nacionalismo de Villa Lobos no início do século XX, o romantismo de Chopin e Lizt , o vigor e a grandeza de Rachmaninov durante o século XIX. e a legítima expressão da música contemporânea do Brasil de Marlos Nobre.
Parabéns ao pianista Josias pelo seu virtuosismo no teclado e alma de mestre na música , e à Ame Campos pelo Projeto Jovens Talentos, que proporcionando momentos de arte e cultura o ano todo para a população de Campos do Jordão, vai contribuir para o desenvolvimento do gosto artístico e da formação do público consumidor de arte em nossa cidade.

Sensacional! Bravo!

A melhor maneira de descrevermos a apresentação da OSESP, ontem na abertura da 40ª. Edição do Festival de Inverno de Campos do Jordão, são justamente essas duas palavra que compõem o título dessa crítica. SENSACIONAL! BRAVO!

A orquestra sob regência de Victor Pablo Pérez (Regente Internacional, diretor musical da Sinfônica da Galícia), deu um verdadeiro show desde o Hino da França tocado ao inicio da apresentação justamente pela França ser o tema dessa edição do Festival até o conhecidíssimo Bolero de Ravel que nos arrepiou no encerramento do concerto.

A participação da soprano Maria Bayo (1º. Premio no concurso internacional de Belvedere em Viena com 10 mensões honrosas) foi FABULOSA, a precisão no canto e os agudos sem igual. Foi de arrepiar!

No programa composições de Georges Bizet, Joseph Canteloube, Leo Delibes, Maurice Ravel.

Ao final nada mais poderíamos esperar se não os mais de 5 minutos de aplausos em pé da platéia que lotava as dependências do Auditório Cláudio Santoro, principal palco do Festival de Inverno de Campos do Jordão.

Na platéia marcavam presença importantes autoridades como o Gov. José Serra o Séc. da Cultura João Sayad e o cônsul da França no Brasil Jean-Marc Gravier além da prefeita de Campos do Jordão Ana Cristina.

Ricardo Gonçalves

Não saberia dizer se faz parte do propósito de uma crítica ser impessoal, já que normalmente ela é feita por alguém que possui um poder de julgamento baseado em uma opinião própria. Digo isto pelo fato de já conhecer o pianista Ronaldo Rolim há um bom tempo e, sendo assim, ao falar de seu último recital na Série Jovens Talentos, promovida pela AME Campos, seria impossível não considerar o que tenho em minha memória desde que o conheço.

Eu não o escutava desde a sua ida para o exterior, onde estuda desde então, o que me fez ter uma grande surpresa ao ouvi-lo. É indiscutível a sua evolução… um estudo focado e um lugar com boas estruturas com certeza ajudam muito, mas sinto que isto está muito mais relacionado a um crescimento pessoal natural, refletindo claramente em uma maturidade musical muito mais consciente. Aliás, acho que a palavra seria exatamente esta: CONSCIÊNCIA! Ronaldo tinha plena consciência do que queria fazer em cada uma das obras, mostrando muito mais auto-controle do que a última vez que eu o ouvi.

A escolha do repertório, em geral, refletiu muito bem a personalidade do Ronaldo. Na primeira parte, por exemplo, tivemos o Rachmaninov, que se encaixou muito bem com a energia e até força física presentes no Ronaldo, mas foi na segunda parte que as grandes surpresas vieram à tona. Tenho certeza que todos ficaram impressionados com a qualidade musical presente em cada uma das obras. Ronaldo apresentou no Cesar Franck, no Debussy e no Villa-Lobos interpretações dignas de muito respeito! Maturidade, qualidade sonora e técnica, consciência e auto-controle… via-se um trabalho de extrema consistência ao longo de cada uma das música.

Foi uma pena termos tido, desta vez, um número tão baixo de expectadores, talvez pela confusão na divulgação do lugar do concerto, pois quem esteve pôde presenciar um recital, como eu disse antes, digno de extremo respeito por parte de todos nós!

Flávio Lago

Veja aqui as fotos do Recital

Lucas Thomazinho em apresentação do Programa Jovens Talentos da AMECampos

Lucas Thomazinho em apresentação do Programa Jovens Talentos da AMECampos

O paulista Lucas Thomazinho, de 14 anos, venceu o quinto turno do 11º Concurso Internacional de Piano Magda Tagliaferro 2009, na categoria infanto-juvenil. Por unanimidade do júri, o desempenho de Lucas foi considerado “deslumbrante”. Cerca de 40 candidatos de até 16 anos se inscreveram no concurso, dividido em turnos de acordo com a faixa etária.

O segundo lugar do quinto turno (de 14 a 16 anos) ficou com Airã Yiamanaka e o terceiro, com Jonhson de Oliveira. Os vencedores receberam medalhas, diplomas e um prêmio em dinheiro. Todas as composições foram executadas de memória por exigência do regulamento do concurso.

Lucas Thomazinho se apresentou no Programa Jovens Talentos realizado pela AMECampos – Associação dos Amigos de Campos do Jordão em outubro de 2008.

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